quarta-feira, 10 de maio de 2017

Ao encontro de Mário e Oswald, no Paraíso.

Esbarro- intervenção  que traz o encontro fictício entre MáriOswald.

Modernismo Brasileiro nas aulas dos terceiros anos: Semana de 22, poesia, teatro romance. A língua falada do povo na poesia de Oswald e Mário. Desafio literário: Macunaíma . Leitura compartilhada, leitura silenciosa, leitura dramatizada, leitura em PDF, leitura na tela do celular. Muitas possibilidades, várias tentativas. Teve reclamação? Teve. Teve desistências? Teve. Mas quem aceitou o desafio,foi até o fim. E gostaram.  Mesmo  alguns achando que o Macunaíma "brincava demais"...
E não pararam por aí. A  professora passou pesquisa:  Mário e Oswald tornaram-se grandes amigos, mas a amizade foi rompida. Por quê? Será que o Oswald era aquele tipo de amigo que perdia o amigo, mas não perdia a piada? Será?
Coincidentemente, o Centro Cultural  de São Paulo realizaria  homenagem aos 100 anos de amizade entre esses  dois "gêmeos opostos e complementares que moldaram a cultura destes cem anos."
Cadão Volpato  é o atual diretor do CCSP e afirma : " nossa ideia com a Semana MáriOswald 100 anos de uma amizade é falar de tudo isso, da amizade, da ruptura, mas também dos caminhos espantosos abertos por esses artistas tão diferentes.  A programação foi bastante extensa com teatro, palestras, música, dança e exposições.
É claro que o convite foi feito aos alunos. É claro que algumas alunas fizeram questão em acompanhar a professora , nas atividades em que ela  pode participar. A exposição MáriOswald  fica até 20/08 e já há agendamento para visita com as turmas.
Para quem ficou curioso sobre toda a programação, segue o link:




Mural para homenagear e divulgar o evento.

Conhecendo o maravilhoso espaço cultural e vibrante.

Antes da mesa: Amizade e Ruptura

O cenário de ESBARRO, encontra-se em exposição.

 Garoa de Meu São Paulo ( Mário de Andrade)    
                  

Garoa do meu São Paulo,
-Timbre triste de martírios-
Um negro vem vindo, é branco!
Só bem perto fica negro,
Passa e torna a ficar branco.

Meu São Paulo da garoa,
-Londres das neblinas finas-
Um pobre vem vindo, é rico!
Só bem perto fica pobre,
Passa e torna a ficar rico.

Garoa do meu São Paulo,
-Costureira de malditos-
Vem um rico, vem um branco,
São sempre brancos e ricos...

Garoa, sai dos meus olhos.



PRONOMINAIS ( Oswald de Andrade)
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.


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