quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Arte por toda parte.




A arte é tudo ou a arte não é nada? Onde está a arte? Como reagimos diante dela? A arte nos torna mais humanos? Para que serve a arte, afinal? As aulas da professora Mônica são assim: cheias de questionamentos , muitas reflexões, e também de inúmeras linguagens que são um convite aos   alunos  para que assim,  eles possam  pensar, sentir, criar. Seja por meio do grafite, da literatura, da fotografia,da música, dança, teatro , dos gestos, tudo  que seja possível na construção do saber  é levado para as suas aulas, que podem tanto ocorrer em sala , como também no pátio, no bosque da leitura, no auditório, na biblioteca, na  rua, nas galerias e nos espaços culturais da cidade.  A arte pode estar aqui, lá acolá. É preciso ver, olhar, enxergar. A  arte  é tão necessária. Ela possibilita  uma reflexão sensível do mundo e de nós mesmos. É por meio de todas essas linguagens que os seus alunos vão construindo o seu repertório pessoal e desse modo vão materializando as suas experiências e fazendo uso das diferentes linguagens que foram vivenciando ao longo do ano letivo.
Nos trabalhos aqui apresentados, estão as  propostas de produção de Fanzines , alunos dos 2° anos, projeto com fotografias  e construção de máscaras com os alunos dos terceiros anos. 


                          

 Nesta proposta de trabalho, a criação de fanzines é suporte para que  os alunos dos 2º anos  possam  apresentar temas e  propostas do  que pretendem  realizar  na semana cultural.

                            

            

                               




O trabalho com fotografias  é  um processo de criação  que parte  de algumas referências de fotógrafos brasileiros pouco conhecidos dos alunos. Nair Benedito, Iatã Canabrava, Alexandre Orion, Luís Humberto, Milton Montenegro, André Douek, entre outros. Partindo destas referências, eles criaram imagens deles,  usando como base suas próprias poéticas.






    

  Qual imagem te representa? Aqui , os alunos dos 3º anos usaram como referência  trabalhos do fotógrafo Arnold Newman (Nova York) em que ele resgata imagens de políticos, que fez durante a sua  vida, e a partir dessas imagens cria máscaras e as  veste.
Partindo desta proposta, os alunos  foram orientados  a criarem suas máscaras com imagens que os representassem.



quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Um feriado com o nosso amigo LIVRO.

             
                         

Marcos chegou pedindo sugestão de contos de terror, mistério e suspense. O Vitor Henrique só desejava  um pouco de silêncio, mas pediu para ver os HQs. Gostou muito da cor e  do título de uma obra do  cartunista argentino Quino, autor da famosa Mafalda. Enquanto procurávamos  por uma boa coletânia de  contos, o Vitor  parecia se divertir com os personagens de  Quanta Bondade!  
Ainda era preciso procurar  por um exemplar perdido de A Hora da Estrela, indicação de leitura da professora Patrícia. Tinha também de reservar  exemplares de A Metamorfose, de Kafka , pois a professora de Filosofia, Denise, deu dica de leitura para o feriado. Faltava ainda separar todos os livros da Lygia Bojunga: os alunos do 7º anos, da professora Eliana, farão a leitura de suas obras. E não era só isso: a procura por empréstimos aumentava , afinal há um feriado vindo aí. Além disso, Clarice também na sugestão do clube de leitura , com a seleção de contos: Laços de Família. 
Mesmo  em meio a tantas demandas, não  pude resistir aos livros da Lygia Bojunga: abri o primeiro que me veio a mão: Tchau.  O único livro de contos da autora. 17º edição e 1ª reimpressão pela editora Casa Lygia Bojunga, 2004.Logo na primeira página assim estava escrito: Pra você que me lê. Ai fui me lembrando que gostosura é ler os textos desta autora incrível da nossa literatura. Vejam que belezura  é o que ela escreve para o leitor , que está prestes a entrar no universo dos personagens que estão nas quatro narrativas dessa obra:
  Tem gente que diz que amigo pra valer  é cachorro e gato. E tem gente como eu: em qualquer fase da vida, não abre mão , mas não abre mesmo,, de ter sempre por perto o tal amigo pra valer : LIVRO. Mesmo porque ele é o único amigo que nunca cria caso pra ficar com a gente seja onde for: sala, quarto,banheiro,cozinha, sombra de árvore,, areia de praia, fundo de sofá, fundo de mágoa; e fica junto da gente mesmo no pior lugar do ônibus, do trem, do avião; enfrenta até numa boa cadeira de dentista e leito de hospital. E, se quem escreveu o livro consegue mexer com o nosso pensamento e balançar a nossa imaginação- pronto! Aí se forma uma relação, um laço, que amarra pra valer quem escreve com quem lê."  
Tem como não se  "amarrar" a uma autora  que começa dizendo isso aos seus leitores ?  O meu encontro com este livro não foi  mesmo perfeito? Afinal,  teremos uma semana  curta, porém um final de semana longo. E isso pede o quê? Muitos encontros com o nosso amigo mais amado: O LIVRO!!!!


                             





                       


Que vocês tenham um bom feriado, ao lado de uma ótima companhia!



terça-feira, 29 de agosto de 2017

Clube de Leitura na Escola da Família.

A Escola da Família Padre Antão e a Comunidade Leitora realizam o primeiro encontro do Clube de Leitura da escola.

Além do Bosque da Leitura, que promove Piqueniques Literários, do projeto: Geladeira da Leitura, que recebe e doa livros de literatura, agora estamos dando início ao nosso Clube de Leitura. A finalidade é divulgar e estimular a leitura literária entre os educadores da Escola da Família e a comunidade que frequenta a escola aos finais de semana. Partilhar leituras é enriquecer a leitura individual, bem como motivar a formação de novos leitores. É também, a possibilidade de se avançar em textos mais difíceis e complexos.  Os clubes de leitura estão crescendo pelo país e as escolas podem desenvolver esta prática com a finalidade de promover a leitura entre todos. A iniciativa desse projeto nasceu da experiência de alguns professores e alunos que já participam de rodas de leitura promovidas por espaços culturais como  bibliotecas públicas, centros culturais e livrarias da cidade. Trazer para o espaço da escola todas as possibilidades de interação que o livro oferece, é valorizar a literatura, a leitura, o leitor, o saber.  

Para o mês de setembro, dia 16, das 10h às 12h, vamos conversar sobre a obra: Laços de Família, de Clarice Lispector.
Neste dia teremos a participação das estagiárias de Psicologia da Universidade Unip.
Os encontros ocorrerão sempre no segundo sábado de cada mês.

Quem aqui participa ou já participou de Clubes de leitura? Estão todos convidados.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Você lê escritoras e escritores brasileiros vivos?



Como se descobre novas escritoras e novos escritores brasileiros?  Participando de eventos culturais que promovem  e divulgam a nossa boa  literatura.  É sempre uma grata surpresa quando descobrimos nestes espaços, um bom autor, uma boa autora. E para a nossa sorte,uma nova geração de escritores e escritoras vêm  moldando a nova literatura brasileira. São romancistas, poetas, cronistas, contistas. Uma nova escrita que aponta para a identidade nacional.  Em  bibliotecas públicas, centros culturais, Sesc, editoras, livrarias, festivais, festas e feiras literárias. em todos os exemplos citados, a participação é sempre livre e gratuita, é só chegar. Agora mesmo, se entrarmos na programação destes espaços, e desejarmos saber o que está acontecendo em termos de eventos destinados a promover a literatura brasileira , vamos descobrir que  a Jarid Arraes, autora de Heroínas  Negras Brasileiras em 15  cordeis, participará de roda de leitura: Leia Mulheres no CCSP , no dia 26/08, às 16h.  Marcelino Freire , autor de Nossos Ossos, é o mediador das rodas de leitura no Sesc Belenzinho, que acontecem sempre nas segundas quintas feiras de cada  mês. O autor de Te Pego lá fora, Rodrigo Ciríaco, participa juntamente com os Mesquiteiros, de muitos Saraus promovidos pelo Sesc e bibliotecas públicas. Em 03/09, às 13h30, ele e o coletivo estarão no Sesc 24 de maio para uma intervenção poético- literária.  Ferréz, Sérgio Vaz, Sheyla Smanioto, Antonio Prata, Andrea Del Fuego, Luisa Geisler, Elizandra  Souza, e muitos outros escritores e escritoras podem estar bem  próximos e  você nem tenha se dado conta disso. 


Ferréz e  seu primeiro livro infantil: Amanhecer Esmeralda.

Jarid Arraes  divulgando o seu novo livro.

        

         
Marcelino Freire é mediador do  Clube de leitura do Sesc Belenzinho.

Rodrigo Ciríaco já esteve presente em nossa escola, com o coletivo Mesquiteiros.



Sheyla Smanioto  ganhou o prêmio  Sesc de Literatura, na categoria romance.



Sérgio Vaz Lançou Flores de Alvenaria no Centro Cultural da Penha


Antonio Prata e  o seu livro de crônicas, Nú de Botas .
  

Elizandra Souza é  poeta e jornalista responsável pela Agenda Cultural da Periferia,
Ação Educativa.


Andrea  del Fuego e seu romance Os Malaquias, ganhador do Prêmio
José Saramago, 2011.



   
Luisa Geisler  foi a vencedora do Prêmio SESC de Literatura ( 2011), na categoriA CONTOS.


E antes que vocês me perguntem se há , em nossa biblioteca, esses exemplares exibidos aqui, respondo: SIM SIM, SIM!
Então, o que estão esperando?
               





quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Uma Festa Literária,um blog retornando, um semestre iniciando.


 Desde o início de nossas atividades  na biblioteca da escola, procuramos estar bem informadas a respeito de projetos de leitura, eventos literários, atividades culturais.  Conhecer e divulgar tudo que diz respeito à leitura  sempre  é muito importante para quem trabalha em bibliotecas escolares.
O nosso repertório de escolhas literárias foi se ampliando em razão da demanda de nossos alunos leitores. Era preciso conhecer melhor este universo literário.  A cada nova descoberta, mais apaixonadas pelos livros infantis e juvenis  ficávamos.  A vontade de  estarmos  mais próximas  das autoras , autores e  ilustradores  cresceu e por esta razão começamos a  participar de eventos literários que dedicavam espaços para essa literatura, esses autores. Então veio a nossa primeira FLIP, e o nosso  olhar era  para a especial  Flipinha e as mesas voltadas para  tudo que dizia respeito a literatura para o público jovem. Estar em contato direto com escritores, ilustradores , pesquisadores  nos fez perceber o quanto era mesmo importante estarmos ali, com os autores vivos, de uma viva e rica literatura. Neste ano, não foi diferente: a 15° Flip, que homenageou o escritor Lima Barreto, nos apresentou uma  geração de autores e autoras que escreve para o público adulto, mas que também escreve e ilustra livros para crianças e jovens. Enquanto seus livros circulavam pelos ninhos de livros e pés de livro, as rodas de conversa iam ocorrendo em torno da promoção da leitura e escrita de qualidade para crianças e jovens.  Além disso, a Central Flipinha tornou-se ponto de encontro entre autores convidados da Flip e o público.Dali saiam para uma série de cortejos pelo centro histórico de Paraty. Todo o evento  é uma grande festa literária que nos permite olhar para o mundo, por meio da literatura. 


Mediação de leitura acontece
debaixo dos pés de livro.
Enquanto  as muitas atividades acontecem, podemos simplesmente
ler no entorno da Praça da Matriz e na Central da Flipinha.

Entre os Pés de livro, ninhos de livros..


  

Um livro novo de Rosana Rios, uma autora nova sendo apresentada: Prisca Agustoni.

Cortejo com o escritor Ovídio Poli Jr.



Cortejo com a escritora angolana, Djaimilia Pereira, autora do livro:Esse Cabelo.



Descobrindo a escrita infantil de Maria Valéria Resende




                         Eu nunca imaginei que a autora de Boca do Inferno e Desmundo, Ana Miranda,
                         também escrevesse para crianças.

Não fosse um evento como a Flip, iria demorar para descobrira riqueza de linguagem que há nos textos de Edimilson de

Almeida Pereira.


Novos autores, novos títulos, novas descobertas. E uma lista enorme de títulos

que merecem ocupar local de destaque na estante. 




Viva a FLIP e que venham os próximos 15 anos!

Viva a literatura viva!