quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Literatura Contemporânea Lusófona em sala de aula.



Neste último bimestre, a professora  de Português, Patrícia, trabalhou com seminários  de literatura com as  turmas dos  3° anos. Em conversas e reflexões  durante ATPC, ela e as professoras Denise (Filosofia) e Monica ( Arte) desejavam trabalhar com textos  literários contemporâneos em sala de aula. Daí surgiu o projeto: Lendo Literatura Contemporânea Lusófona. Uma olhada na biblioteca e alguns títulos já estavam à mão. Também era uma oportunidade de lerem juntas  e ,deste modo, compartilharem ricas experiências leitoras. A literatura  periférica já é  utilizada em suas aulas, como textos de Sérgio Vaz, Rodrigo Ciríaco, Ferréz, Allan da Rosa, entre outros.  A literatura contemporânea está disponível aos professores e alunos tanto na biblioteca da escola quanto nas bibliotecas municipais de nossa cidade, portanto é leitura de fácil acesso. De acordo com o autor peruano e Nobel de literatura, Mário Vargas Llosa, em seu texto Em defesa do romance " a literatura não é um mero passatempo, pois ela é desses denominadores comuns da experiência humana, graças ao qual os seres vivos se reconhecem e dialogam, independentemente de quão distintas sejam suas ocupações e seus desígnios vitais, as geografias, as circunstâncias em que se encontram e as conjunturas históricas que lhes determinam o horizonte.  A literatura pode  nos ensinar a ver as diferenças existentes  nas sociedades, além disso,  por meio dela somos capazes de reconhecer o patrimônio cultural e criativo que está a nossa  disposição.
Em um lindo e sensível texto   de Bartolomeu de Campos Queirós, autor do romance Vermelho Amargo e de tantas outras obras incríveis, ele afirma com convicção:
A escola não percebe que a literatura exige do leitor uma mudança , uma transferência movida pela emoção. Não importa o que o autor diz, mas o que o leitor ultrapassa. E a literatura é feita de palavras, e é necessário um projeto de educação capaz de despertar o sujeito para o encontro com as palavras. A escola pode não ter percebido, mas alguns professores já perceberam e já colhem os resultados com suas ações tão assertivas para a educação de nossos jovens. E viva a literatura viva!













sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Livros livres, leves e soltos

Sabe aquele livro que se encontra em sua estante, e que você já leu e não pretende relê-lo? Ou então aquela coleção de títulos que trouxe muita alegria e felicidade na infância? Livros são feitos para serem lidos, para circularem de mãos em mãos. É preciso desapegar-se deles,  deixá-los livres para que  possam encontrar novos leitores. Não seria incrível saber que é possível fazer a felicidade de alguém apenas com uma boa aventura? Ou um bom romance? E um bom livro de poesia, então? Saber que podemos beneficiar pessoas que não têm acesso aos livros, ou que não foram despertadas para o prazer de uma boa leitura, pode ser uma rica experiência, tanto para quem doa como para quem recebe a doação. Livros livres envolvem o encontro com o outro. Além disso, a cultura precisa acontecer nos bairros , e ela pode começar com uma simples ação nossa. Já parou para pensar nisso?
Nós  recebemos muitas doações para a nossa biblioteca: alunos, professores, comunidade e o projeto LÊCOMIGO nos doam ótimos livros, e muitos são exemplares excedentes.  Então decidimos que também podemos doar livros para a nossa comunidade. Livro parado é prejuízo para quem comprou , para quem doou e principalmente para quem não está lendo. Aprendi isso com os queridos Daniele Carneiro e Juliano Rocha, do blog: http://www.bibliotecasdobrasil.com/ . Livros podem ser doados em espaços públicos como praças, postos de saúde, pontos de ônibus,comércio local e onde mais desejarmos. Há também muitas outras possibilidades e uma delas é a criação de bibliotecas livres, como no caso de nossa Geladeira da Leitura, mas esse é assunto para  novas postagens que certamente virão em 2018. 

 As professoras Danielle e Patrícia, além de fortalecerem o incentivo à leitura na região, elas também estão praticando o exercício do desapego. Vamos lá fazer um exercício de desapego em sua estante? 












Doação e troca de livro , na Sala da Leitura do Shopping Penha.
O Projeto tem a parceria da Livraria Nobel, o Centro Educacional Senac,
 e a Escola de Idiomas Yázigi.






sábado, 9 de dezembro de 2017

Sobre vivências leitoras e doação de livros



O encontro entre os nossos alunos leitores e os alunos da Escola Cosme de Farias foi uma rica experiência. Eles já estavam aguardando com muita ansiedade pela vinda do LÊCOMIGO, pois o contato que tiveram entre os alunos da Universidade de Notre Dame (Indiana, EUA), e os alunos vindos de outra escola, proporcionou momentos de grande aprendizagem e vivência leitora. Eles desejavam muito por encontros assim, e tudo ocorreu conforme o esperado: um encontro de muita alegria e entusiasmo. O que faz a diferença em projeto de doação de livros como este, é a doação do afeto, do amor pela leitura e pelo leitor. As vivências realizadas pelos facilitadores e contadores de história, como no caso de Ubirajara e Silvia Helena fazem toda a diferença. Todo o envolvimento com os alunos e o universo mágico dos livros, é fundamental para despertar nos jovens, que vão receber o acervo, o prazer pela leitura. A oportunidade de jovens leitores trocarem experiências sobre preferências leitoras, de modo tão rico e cheio de afeto, só pode dar certo. A vinda do projeto para a nossa escola atraiu novos leitores, não só porque recebemos um novo acervo de livros desejados por eles, mas porque sentiram como foi  rica  toda essa troca.
O momento mais significativo nesta vivência entre os alunos das três escolas envolvidas (Padre Antão, Cosme de Farias e Miguel Hidalgo) foi quando os alunos das duas primeiras escolas se dirigiram para a escola de ensino fundamental l- Miguel Hidalgo. Além dos livros infantis que os alunos receberam, eles também foram presenteados com leituras. Os maiores leram para essas crianças. A alegria era contagiante entre leitores e ouvintes. Assim que uma história era lida, outra já era pedida. E mais outra. E mais outra. Foi um momento de grande troca de empatia e afeto. A felicidade estava estampada nos olhos e nos gestos de todos que participaram de momento tão cheio de ternura e amor. Quando um projeto, voltado para a leitura, tem como principal objetivo afetar e ser afetado, só pode dar certo. O projeto LÊCOMIGO doa livros, afeto, esperança, amor.  













quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Quimicando e Fisicando com Jorge e Reginado


Através da necessidade de se desmistificar a Química e a Física, e aproximar os seus conteúdos com o dia a dia dos alunos, os professores Jorge e Reginaldo realizaram   atividades práticas, por meio de atividades interdisciplinares.Tanto em sala de aula, como no laboratório e explorando novos espaços dentro da escola, como  pátio e auditório, os professores lançaram desafios e experiências práticas fazendo uso de materiais recicláveis como garrafas pets, latinhas,cds, tampinhas,etc. O que se viu foi muito interesse e vontade dos alunos para realizarem o que fora proposto. As práticas foram testadas pelos alunos e ao final eles falaram de como é importante essas aulas  experimentais no ensino da química e da física.  Da teoria à prática foi possível perceber que  os alunos sentiram mais  facilidade para o entendimento dos conceitos como  energia elástica,inércia, leis de Newton, ótica, mecânica, etc. Sem contar que o protagonismo e as atividades em grupo só aproximaram ainda mais as turmas.



            

             
       

      

      














sexta-feira, 24 de novembro de 2017

1º Campeonato de Futebol “Escola da Família”

 

 1º Campeonato de Futebol “Escola da Família”


O programa Escola da Família tem por objetivo manter as escolas abertas aos finais de semana, para, neste espaço, propiciar atividades de lazer, cultura, esportes, entre outros. Notamos que a prática do futebol sempre se destacou como uma das mais importantes ações de participação comunitária neste espaço, e foi através do diálogo e trabalho em equipe, que nasceu o “1º Campeonato de Futebol – Escola da Família”.
O esporte é um instrumento eficaz e competente para o desenvolvimento humano, dispondo de vários benefícios, tanto para os indivíduos, quanto para a coletividade. Desta forma, o Campeonato visou a criação de condições para a melhoria da qualidade de vida, estímulo ao convívio social e coletivo, e o protagonismo juvenil, buscando assim, resgatar valores, construir cidadãos conscientes de seu papel na sociedade e possibilitar um espaço de diálogo entre os diferentes saberes, onde todos podem se expressar e ser respeitados.
O Campeonato, que foi planejado no primeiro semestre e aconteceu entre os meses de setembro e outubro de 2017, ofereceu um espaço para o fortalecimento da autonomia dos participantes, a ampliação do sentido do uso do espaço da escola pela comunidade, favoreceu o pensar sobre temas que permeiam a juventude, fomentou o diálogo entre os participantes e o trabalho em grupo. Além de todos esses resultados, possibilitou, ainda, pensar em outros projetos que podem ser realizados nos próximos anos, visando a continuidade e ampliação do uso da escola pela comunidade.
Venha participar da Escola da Família e desenvolver outros projetos como esse!
Escola aberta aos Sábados e Domingos das 09h00 às 17h00.

Claudiane Santos  ( Estágio em Psicologia na Escola da Família)







segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Literatura Periférica e Penha de França -Expressões do Rosário.

O nosso 3ºPiquenique Literário ocorreu na sala dos professores, em razão do tempo chuvoso. Montamos a nossa mesa de comidinhas juntamente com os  livros da literatura periférica, afinal íamos falar sobre o livro de um autor da Zona Leste, Rodrigo Ciríaco. Tecemos as nossas impressões de leitura sobre sua obra : Te Pego Lá Fora, e durante as nossas falas, lemos a crônica do Sérgio Vaz  " Sonho de giz" dedicada ao escritor quando este  estava  lançando seu primeiro livro. Assim como o poeta Sérgio Vaz, também sentimos em seus contos o lirismo e a "coceira" em nossas feridas. O nosso convidado especial, José Morelli, autor do livro livro: "Penha de França- Expressões do Rosário, também falou da importância em se levar para às salas de aula, textos com os quais os alunos se identificam. Essa foi mesmo a razão da escolha do livro. Os livros de   contos e o de poemas do  Rodrigo são muito disputados na biblioteca da escola. Alguns professores trabalham com seus textos e dali sempre saem boas reflexões.  O autor já esteve em nossa escola com o Sarau dos Mesquiteiros. Também já tivemos a oportunidade de participar de alguns encontros entre o Sarau e escritores da Literatura Periférica.  Sérgio Vaz, Nelson Maca e Clayton Mendes já marcaram presença no Centro Cultural da Penha. Todos eles foram convidados pelo Sarau dos Mesquiteiros.


José Morelli  também escreve boas histórias e crônicas de nosso bairro. Elas saem publicadas no jornal do bairro, Gazeta Penhense. A presença do escritor e morador apaixonado pelo bairro onde nasceu e vive, foi muito especial para nós. Além de nos contar sobre todo o  processo de pesquisa e  escrita do livro, nos revelou a verdadeira história do Padre Antão, o qual teve o privilégio de conhecer. Toda a história sobre a Irmandade da Igreja do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França,suas festas e luta para que esse patrimônio  histórico e cultural seja preservado, estão no livro que tem fotos incríveis e memoráveis.  Morelli também faz parte do Movimento Cultural da Penha e  esteve presente na  primeira comissão  de festa e participa de todas elas. A Festa  do Rosário dos Homens Pretos  de Penha de França já está em sua  16º edição.  E para acompanhar todas essas histórias e ainda conhecer o nosso clube de leitura , ainda contamos com a presença do professor  João Vatapá, responsável pelas páginas : Venha que sou da Penha e Diarinho da Penha. 












Agora só está faltando uma Festa Literária na Penha!!!!!!!!! O Bosque da Leitura e  João Vatapá já estão pensando nisso!